Da Radiobras
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff anunciou, durante o balanço do segundo ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um aumento significativo de recursos para as obras previstas no programa. Serão mais R$ 142 bilhões até 2010. Do projeto inicial, de R$ 503 bilhões, os recursos passarão para R$ 646 bilhões. De acordo com fontes do governo, a verba virá do Orçamento Geral da União, de empresas estatais e do setor privado.
O governo elevou também o volume de recursos do PAC para serem executados até 2011, que passam a ficar em torno de 1,1 trilhão.
Serão beneficiadas áreas como minas e energia, logística e transportes, além das estatais, especialmente a Petrobras. A intenção do governo é reforçar a infra-estrutura para fortalecer a política de estímulo ao setor privado e a geração de empregos.
No último dia 3, Dilma se reuniu com sua equipe para acertar os últimos detalhes do anúncio. Antes do anúncio, os números devem ser revisados com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Fazenda, Guido Mantega. O balanço do PAC também deverá ser submetido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em dezembro do ano passado, em uma audiência pública na Câmara dos Deputados, a ministra Dilma disse que os investimentos previstos para o PAC terão um incremento de 26% até 2010. Segundo ela, os recursos do programa podem ultrapassar R$ 1 trilhão, somando os valores que serão aplicados até 2010 e as previsões para investimentos posteriores.
Na segunda-feira (2), após reunião ministerial, o ministro Guido Mantega, anunciou que, apesar da crise econômica, haverá um reforço no PAC.
O balanço do segundo ano do PAC será feito daqui a pouco, no Salão Leste do Palácio do Planalto. Além da ministra Dilma, que irá fazer uma análise sobre o andamento das obras, participarão os ministros Paulo Bernardo e Guido Mantega, que vão explicar a execução orçamentária do PAC.
Na foto de Roosewelt Pinheiro/Abr, a ministra Dilma Rousseff e o ministro Paulo Bernardo durante anúncio do balanço do PAC.